quarta-feira, 19 de julho de 2017

A Chegada de Teodoro (Reprodução)

Eu, Saulo Amorim, e meu marido, Renan Sanandres nos conhecemos no princípio de 2005!
Nos conhecemos pela internet e nos apaixonamos à primeira vista. Desde o primeiro encontro, nunca estivemos longe um do outro por mais de uma semana!

Namoramos por cinco anos até decidirmos pela consolidação de nossa família.

Em 2010 formalizamos a união estável em cartório e decidimos denominá-la de noivado, porque almejávamos poder convertê-la em casamento tão logo fosse possível.


Somente em 2013 conseguimos oficializar o casamento civil, graças à decisão do CNJ que obrigou o judiciário fluminense. Celebramos esse momento com uma grande festa e com os votos de selávamos o compromisso de "construir um lar com flores, fartura e filhos".

Uma vez casados, sentimos que o momento de realizar o antigo sonho da experiência da paternidade havia chegado! Em poucos meses providenciamos a papelada e demos entrada no processo de habilitação para adoção. Começamos a caminhada no mundo adotivo no Grupo de Apoio à Adoção "Rosa da Adoção" (na Barra da Tijuca) e não deixamos de frequentá-lo após as reuniões obrigatórias.

Ao longo do processo de habilitação, confrontamos nossos desejos e definimos nosso perfil como adotantes. Almejávamos ser pais de um casal (um menino e uma menina), de zero a quatro anos.
Nossos filhos já haviam nascido em nossos corações e se chamavam Teodoro e Leonor. Em maio de 2015, fomos habilitados.

Por meio do Rosa, conhecemos a Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas (ABRAFH). A ABRAFH nos aproximou de várias famílias como a nossa! Conhecemos pessoas e famílias homo e transafetivas que, com lindos exemplos de luta e empoderamento, nos deram mais forças para prosseguir.

Em 2016 participamos do I Congresso Internacional da ABRAFH e conquistamos amigos queridos e, com toda certeza, levaremos para toda vida!

Os anos passavam e a espera aumentava a ansiedade. Em 2017 deveríamos renovar a habilitação e vislumbramos, então, a oportunidade de revisar nosso perfil. Nessa altura, nos demos conta de que não éramos mais "os mesmos pretendentes". O mundo adotivo, o conhecimento e o convívio com outras famílias como a nossa, haviam transformado nossa percepção. Nos sentíamos, enfim, capazes de amar para além dos limites iniciais. Em janeiro, demos entrada no pedido de renovação e, com ele, na ampliação do perfil.

Qual não foi nossa surpresa, quando, em fevereiro de 2017, recebemos a tão sonhada ligação da vara da infância. Nosso filho Teodoro havia chegado! Um lindo bebê que comemoraria o terceiro mês de vida no mesmo dia da chegada em nossa casa. Coincidência ou providencia? Não importa! O transcendente tornara-se inesquecível.

Hoje somos três cariocas que formam uma família absurdamente comum, cheia de expectativas e dilemas. Somos pais e filho que decifram as veredas da vida, enquanto aguardam, amorosamente, a chegada da pequena Leonor!

Por: Saulo Amorim 


Reproduzido por: Lucas H.

Vereador quer incluir Dia da Mãe Adotiva no calendário oficial de Osasco (Reprodução)


O vereador Tinha Di Ferreira (PTB) apresentou na Câmara Municipal de Osasco um projeto de lei que cria o Dia da Mãe Adotiva no calendário oficial da cidade. Diferentemente do Dia das Mães (no segundo domingo de maio), a data seria celebrada no último domingo de maio.

“Pais e mães não são somente aqueles que biologicamente conceberam um filho, pois as verdadeiras paternidade e maternidade estão em proporcionar condições para que uma criança se torne, no futuro, um cidadão de bem. E a adoção é uma forma de mudar o destino de uma pessoa, transformar a realidade de uma criança”, diz o vereador na Justificativa da proposta.

De acordo com Tinha, a proposta está em sintonia com projeto de lei em tramitação no Senado, de autoria do então deputado federal Clodovil Hernandes, que morreu em 2009, aos 71 anos.

Para valer, o projeto precisa ser aprovado na Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito.

Original disponível em: https://www.visaooeste.com.br/vereador-quer-incluir-dia-da-mae-adotiva-no-calendario-oficial-de-osasco/

Reproduzido por: Lucas H.





Inscrições abertas para voluntários do projeto Promotores Acadêmicos da Infância (Reprodução)


Com o objetivo de selecionar voluntários das áreas de Psicologia, Serviço Social, Pedagogia e Ciências Jurídicas e Sociais para apoiar as atividades das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude do Estado do Ceará, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) abre inscrições para o projeto Promotores Acadêmicos da Infância.

Coordenado pelo Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAOPIJ), os voluntários, estudantes de Ensino Superior ou profissionais já formados, atuarão em processos e procedimentos que digam respeito às situações ou requerimentos que possam gerar a destituição do poder familiar exercido pelos pais de crianças e adolescentes que estejam acolhidos institucionalmente.

As dez vagas serão preenchidas por meio de entrevista e arguição oral sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os profissionais e acadêmicos selecionados participarão de uma capacitação realizada pelo CAOPIJ no dia 11 de agosto. Eles poderão atuar de seis meses a dois anos, com carga horária semanal de quatro a oito horas, conforme disponibilidade do voluntário.

O serviço voluntário prestado pelos Promotores Acadêmicos da Infância ao MPCE será realizado de forma espontânea, não remunerada e sem vínculo empregatício. O voluntário que for Bacharel em Direito não poderá exercer atividade de advocacia enquanto estiver participando do projeto.

Acesse aqui o edital de seleção 01/2017 publicado no Diário Oficial do MPCE.

O quê: Inscrição de voluntários para o projeto Promotores Acadêmicos da Infância
Onde: Av. Antonio Sales, 1740, Dionísio Torres
Inscrições: Até dia 28 de julho de 2017, das 8h30 às 16h
Mais informações: (85) 3472-1260 / 3452-4538

Fonte: Assessoria de Imprensa MP-CE

Original disponível em: http://www.maisfm.com/inscricoes-abertas-para-voluntarios-do-projeto-promotores-academicos-da-infancia/

Reproduzido por: Lucas H.


Adoção tardia – Novo desafio (Reprodução)

18 de julho de 2017

Das cerca de 8 mil crianças que podem ser adotadas no Brasil, 3200 têm entre 15 e 18 anos, justamente a faixa etária no qual o interesse dos casais para adoção não chega a 1%. Dentro do percentual daqueles que adotam, um constante desafio: evitar a devolução.




Reproduzido por: Lucas H.

Lei que institui a “Semana da Adoção do Menor Carente” é aprovada (Reprodução)

18 de julho de 2017 

A situação de muitas crianças que são abandonadas pelos pais, ou foram retiradas da guarda destes por estarem em situação de risco sempre comove as pessoas. Mas a comoção não é suficiente, se não tratarmos do tema de maneira ampla e com responsabilidade.

Neste contexto, é que a proposta do vereador, Igor Batista (PV), que prevê atavés de Lei Municipal que seja instituída a “Semana da Adoção do Menor Carente” em Araranguá, foi aprovada na sessão do dia 12.

O vereador quer que a semana que antecede o dia 25 de Maio (que é o Dia Nacional da Adoção), integre o calendário oficial do município. “Meu objetivo é que sejam promovidas campanhas de conscientização, sensibilização e publicidade dos temas ‘adoção’ e ‘menor carente’ com a realização de debates, palestras e seminários”, justificou o vereador.

A proposta da lei ainda sugere que atividades sejam promovidas para incentivar a proteção a criança abandonada, conscientizar às famílias e a sociedade do seu papel na formação do cidadão, que se discuta políticas públicas em defesa do menor e da adoção, e que estimule ao gesto da adotar.

Agora, o projeto segue para a sanção ou veto do prefeito, Mariano Mazzuco (PP). Caso seja sancionada, dará autonomia para a administração municipal junto da Câmara de Vereadores, Poder Judiciário, além do Ministério Público e entidades locais se organizarem para a elaboração de ações que abordem o tema.

Elogiado pelos demais vereadores quanto a iniciativa, o autor lembrou casos reais de crianças que conheceu e que precisam de apoio. “Já presenciei alunos meus contando que eram agredidos pelos pais, já acompanhei crianças que estão na Casa Lar e que se drogam; crianças que os pais abandonaram pelo mundo do crime. Precisamos nos unir para que muitas crianças sejam salvas e bem cuidadas!”, declarou.

Original disponível em: http://www.grupocorreiodosul.com.br/jornal/lei-que-institui-semana-da-adocao-menor-carente-e-aprovada/


Reproduzido por: Lucas H.

Vereador quer licença-paternidade de 20 dias seja colocada em prática (Reprodução)

18/07/2017

O vereador André Salineiro (PSDB) enviou ofício à prefeitura de Campo Grande nesta terça-feira (18) pedindo que o Estatuto do Servidor Municipal altere de cinco para 20 dias o prazo da licença-paternidade dos funcionários públicos municipais.

Em dezembro do ano passado, foi sancionada a lei prevendo essa alteração e aumento o benefício para pais. Porém, desde então, não houve alteração no texto do estatuto, e o período concedido segue sendo de cinco dias.

Além disso, atualmente o servidor municipal tem direito a licença apenas em caso de nascimento de filho. No novo texto, o servidor também ganharia o direito a tirar a licença em caso de adoção de criança.

Em ofício, o vereador argumenta que a licença é necessária para que os pais prestem apoio às mães durante o pós-parto, auxiliando na realização dos exames e testes de praxe pelos quais o recém-nascido precisa ser submetido, além de ser um período de fortalecimento de vínculo familiar.

No caso dos adotivos, na opinião de Salineiro, é importante que o pai tenha mais tempo para criar e estreitar o laço familiar com a criança. Segundo o vereador, a ampliação da licença é uma reivindicação dos servidores.

"É algo que já está previsto em lei municipal, portanto acredito que o prefeito não verá problema em executar", comentou Salineiro, que frisa estar embasado no Marco Legal da Primeira Infância.

Original disponível em: https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/vereador-quer-licenca-paternidade-de-20-dias-seja-colocada-em-pratica

Reproduzido por: Lucas H.


Seul adota 'roda dos enjeitados' para abandonar crianças (Reprodução)

18/07/2017

Nas imagens das câmaras de segurança é possível ver uma mulher subir as escadas com passos inseguros, abrir uma portinhola em um muro decorado como o de uma creche e deixar seu bebê.
A mulher vai embora, e em nenhum momento olha para trás. Provavelmente, não voltará a ver o bebê que acaba de deixar na "roda dos enjeitados" de Seul.

A Coreia do Sul, país destruído pela guerra (1950-1953) conseguiu se erguer de forma espetacular à posição de quarta economia do continente.

E durante um tempo foi um dos principais países onde os estrangeiros encontravam crianças para adotar. A pobreza e a escassa regulamentação, em um país conservador no que diz respeito às linhagens familiares "puras", onde se cultiva a ideia de uma homogeneidade étnica, fazem deste um lugar onde as crianças indesejadas são legião.

Desde a década de 1950, 110.000 crianças sul-coreanas foram adotadas nos Estados Unidos.
Mas, paradoxalmente, as mudanças legislativas destinadas a reforçar os direitos das crianças tiveram como resultado um aumento dos abandonos e das entradas em orfanatos, ao mesmo tempo em que a quantidade de adoções diminui.

Assim como a mulher gravada pelas câmeras de segurança, mais de 1.000 sul-coreanos abandonaram seus filhos desde 2010 na "roda dos enjeitados".

Trata-se de um nicho retangular com temperatura controlada em um muro de uma casa de dois andares que foi transformada por uma pequena igreja de Seul em abrigo para bebês abandonados.
Os administradores do local cuidam dos bebês por alguns dias e depois os levam a orfanatos.
- Cordão umbilical -

O mecanismo, controverso, garante o anonimato e permite que o abandono seja feito nas melhores condições de segurança e higiene possíveis.

Em média, quatro bebês chegam por semana, alguns ainda com o cordão umbilical.

O pastor Lee Jong-Rak, da igreja da comunidade de Jusarang, um bairro popular no sul da capital, criou o dispositivo em 2010, após ficar sabendo que os bebês eram abandonados nas ruas.

"Algumas adolescentes dão à luz em casas vazias ou em banheiros públicos. Vestem o bebê e o trazem para nós", conta à AFP.

Um dia chegou um bebê coberto de terra. Seu pai tinha decididoenterrá-lo vivo, lembra. "A mãe, ao ver a primeira pazada, não aguentou e resgatou o bebê", comentou.

Os sul-coreanos que não desejam ficar com seus bebês podem entregá-los às agências de adoção, deixando um consentimento por escrito. Até pouco tempo atrás, as agências não checavam a veracidade das informações dadas.

Mas em 2012 uma lei proibiu estritamente as agências de aceitarem bebês sem os documentos necessários e exige que as adoções sejam decididas pela justiça.

- Vazio jurídico -

O objetivo era se adaptar à Convenção de Haia de 1993 sobre a proteção das crianças, cujas metas incluem permitir aos adotados poder um dia encontrar seus pais biológicos.

Em 2010, quando a "roda" foi instalada, quatro bebês foram depositados. Em 2013, foram 224.
Isso se deve, principalmente, à situação das mães solteiras pobres, visto que criar um filho sozinha na Coreia do Sul continua sendo um fator de exclusão.

A "roda" funciona em um vazio jurídico. As autoridades não podem aprová-la, mas também não a condenam, já que esta permite objetivamente salvar bebês, reconhece Kim Hye-Ji, responsável do Ministério de Assuntos Sociais.

A lei de 2012, que endureceu as obrigações sobre a adoção, reduziu em três quartos as adoções por estrangeiros, passando de 916 a 236 em 2013.

As autoridades sul-coreanas esperam ratificar, no final do ano, a Convenção da Haia, segundo a qual as crianças devem ser adotadas de preferência em seu país de origem.

Também regularão todas as etapas do processo de adoção: entender as razões do abandono, avaliar os pais que querem adotar e se assegurar de que, uma vez adultas, as crianças possam encontrar suas famílias de origem.

Cho Tae-Seung, colega do pastor Lee, teme que toda esta regulamentação incite ainda mais as mães a se desfazerem de seus filhos de forma ilegal e perigosa.

"É muito difícil encontrar um equilíbrio entre as normas de adoção internacionais e a realidade", aponta.

* AFP

Original disponível em: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2017/07/seul-adota-roda-dos-enjeitados-para-abandonar-criancas-9845569.html

Reproduzido por: Lucas H.