quarta-feira, 21 de junho de 2017

Pais são presos por abandonar criança na rua durante a madrugada em Nova Iguaçu (Reprodução)

20/6/2017

Um casal foi preso, acusados de abandonar um bebê na rua durante a madrugada desta segunda-feira (19) em Nova Iguaçu, baixada fluminense. De acordo com uma vizinha, a criança foi encontrada por um homem que passava pelo local e se encaminhava para o trabalho. O caso foi registrado na 56ª DP (Comendador Soares) e os pais do menino já foram ouvidos, segundo eles, o filho teria saído de casa quando eles estavam dormindo e eles não teriam percebido.

Os vizinhos alegam que o bebê e seus irmãos não eram bem tratados pelo casal, eles dizem que as crianças eram deixadas sozinhas em casa com frequência. O Conselho Tutelar acompanha o caso e moradores da redondezas também foram chamados para prestar depoimento. Até o momento, as crianças estavam com a vó materna. Os pais podem pegar de 6 meses a três anos de reclusão, por abandono de incapaz, com o agravante de compartilhar laço sanguíneo.

Original disponível em: http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/pais-sao-presos-por-abandonar-crianca-na-rua-durante-a-madrugada-em-nova-iguacu-20062017

Reproduzido por: Lucas H.

Câmara aprova prorrogação de bolsa a estudantes que derem à luz (Reprodução)

20/06/2017

Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil

Projeto de lei (PL 3.012/15) que permite a prorrogação dos prazos de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento à pesquisa nos casos de maternidade e adoção foi aprovado hoje (20) pela Câmara. A prorrogação da bolsa será por um período de 120 dias e se destina a estudantes que derem à luz ou adotarem crianças ou obtiverem a guarda judicial de crianças para fins de adoção. O texto segue para a apreciação do Senado Federal.

De autoria da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), o projeto beneficia as bolsistas de mestrado, doutorado, alunas de graduação sanduíche (universitário faz parte do curso fora do país), pós-doutorado ou estágio sênior que tenham bolsa de estudo com duração mínima de 12 meses, concedidas pelas agências de fomento para a formação de recursos humanos. A bolsista terá direito a prorrogação do prazo se comprovado o afastamento temporário em virtude de parto, adoção ou obtenção da guarda judicial.

O texto estabelece que se os cônjuges forem bolsistas, a prorrogação da licença por 120 dias será apenas para um deles. De acordo com o projeto aprovado pelos deputados, se ocorrer a morte de um dos cônjuges durante o período da bolsa, o outro bolsista poderá usufruir do período que ainda falta para concluir a prorrogação.

Na justificativa da matéria, a autora Alice Portugal alega que “como não é possível conceder às estudantes bolsistas licença maternidade por meio da Previdência Social, pois o sistema exige contribuição individual, a solução encontrada por uma das agências de fomento foi a prorrogação da bolsa de estudo”.

Ainda segundo a deputada, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio de portaria,  prevê a possibilidade de extensão da bolsa de estudos por quatro meses, se comprovado o afastamento temporário em virtude de parto durante a vigência da bolsa.
“Proponho institucionalizar em lei federal, estendendo-o a todas as agências de fomento, oferecendo mais proteção às pós-graduandas em caso de gravidez e parto. Creio que é medida justa e mais do que pertinente para salvaguardar os direitos das mulheres bolsistas da pós-graduação brasileira”, disse.

Original disponível em: http://m.agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2017-06/camara-aprova-prorrogacao-de-bolsa-estudantes-que-derem-luz

Reproduzido por: Lucas H.


Em Belém, um debate sobre Cadastro Nacional de Adoção (Reprodução)

19/06/2017

Possibilitar procedimentos de adoção mais confiáveis e céleres é o que se espera com a reformulação do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), coordenado pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que deverá ser concluída no segundo semestre deste ano. 

O objetivo foi anunciado pelo Corregedor Nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, na abertura do workshop “Um debate sobre a proteção integral da infância e da Juventude”, nesta segunda-feira (19) em Belém/PA, com a presença de magistrados da Região Norte do país, bem como membros do Ministério Público, Defensoria Pública e outras áreas.

“O Workshop tem o propósito de ouvi-los e permitir a participação dos juízes na elaboração de um instrumento importante para gestão do complexo sistema de adoção neste país. Eu espero que assim que concluído o cadastro a gente tenha retorno de que o sistema melhorou e está possibilitando adoções mediante procedimentos confiáveis e céleres”, disse o ministro Noronha.

O ministro ressaltou o problema de diversas comarcas terem um cadastro próprio de adoção, que não é integrado ao resto do país. “Quando não há interessados naquela comarca para adotar uma criança, ela permanece ad eternum no abrigo, precisamos de uma base única de dados”, disse.

O workshop de Belém é o terceiro evento realizado este ano com o objetivo de debater não apenas o Cadastro Nacional da Adoção, mas o Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas (CNCA) e o Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei (CNACL) – o primeiro workshop ocorreu em Maceió/AL, em abril, durante o XX Fórum Nacional da Justiça Juvenil (Fonajuv) e, o segundo, no Rio de Janeiro/RJ, em maio, como parte do III Encontro Nacional da Justiça Protetiva. 

Para o ministro Noronha, é preciso trabalhar em uma filosofia de convencimento da adoção de crianças mais velhas e também no fortalecimento do apadrinhamento que possibilite a transmissão de educação, convívio social e formação para essas crianças e adolescentes que não foram adotados. “Hoje não existe mais criança recém-nascida sem uma proposta de adoção nos abrigos, mas quem passa da idade encontra muita dificuldade”, afirmou Noronha.

Sistema socioeducativo

A juíza Maria de Fátima Alves da Silva, diretora do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF) do CNJ, ressaltou que a ministra Cármen Lúcia, presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, comprometida com a temática da infância e juventude, elegeu em seu plano de trabalho a instituição do método das APACs (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) no sistema socioeducativo – inicialmente, uma APAC em Itaúna (MG) e outra, voltada a adolescentes do sexo feminino, em Fortaleza/CE. “É preciso evitar que crianças e adolescentes sejam acolhidos pelo crime e progridam do sistema socioeducativo para o sistema carcerário”, diz a magistrada. Segundo ela, em algumas unidades socioeducativas  os adolescentes já são separados por facções e organizações criminosas impedem, por vezes, atividades de trabalho e estudo dentro das unidades.

Para o juíza Maria de Fátima, os adolescentes em conflito com a lei são, em geral, crianças e adolescentes que não tiveram referência familiar ou, se tiveram, houve uma ruptura dessa estrutura, sem a oportunidade de uma formação. “Essa situação coloca todos os dias adolescentes em condição de vulnerabilidade, e o confronto com a lei é apenas uma das lesões que passa a ficar registrada em suas vidas. É necessário que todos os poderes, respeitados seus limites de competência, empreendam esforços e recursos necessários para retroceder a escalada de adolescentes que cometem atos infracionais”, diz a Juíza Maria de Fátima.

Reinserção social

O ministro Noronha manifestou preocupação com a reinserção social dos egressos do sistema penitenciário e com a propagação do ódio contra as pessoas que cumprem pena. “O trabalho daqueles encarregados da administração das pessoas que são presas não pode se limitar apenas à pena privativa de liberdade, mas trabalhar no sentido de recuperação da pessoa que cometeu um ilícito. Temos de trabalhar muito para desmistificar esse ódio que vem sendo nutrido pela sociedade, a mídia hoje não se contenta com o cumprimento da pena e a condenação, quer a humilhação, a redução do indivíduo a uma condição sub humana, sem nenhuma preocupação com a sua recuperação”, diz. Para ele, não é  ódio que vai combater o ódio. 

Cidades de fronteira

A representante do Unicef no Pará, Adriana Negro do Egito, chamou a atenção dos magistrados presentes para a ausência de políticas públicas e da atuação do Poder Judiciário nas regiões de fronteira da Amazônia com países como o Peru e a Colômbia. De acordo com ela, são municípios com alto índice de tráfico humano, prostituição e nas quais as crianças sofrem violações de direitos e estão fora das estatísticas, pois os casos não chegam a ser comunicados. “É um número alarmante que está fora dos nossos sistemas. Há cidades em que os agentes do sistema de saúde, por exemplo, desconhecem casos de violência sexual contra crianças e, ao mesmo tempo, há um número alto de casos de gonorreia em crianças de cinco anos, como é possível?”, questiona Adriana. 

Luiza Fariello
Agência CNJ de Notícias 


Reproduzido por: Lucas H.

Conselho Tutelar denuncia falta de estrutura de abrigo para crianças e adolescentes de Fortaleza (Reprodução)

19/06/2017

Cozinha improvisada, alimentos com prazo de validade vencido, tubulações à mostra, piso quebrado e crianças alojadas em área de serviço da casa. Essas foram algumas irregularidades encontradas por conselheiros tutelares em um abrigo para crianças e adolescentes em Fortaleza. As denúncias chegaram por fotos ao Conselho Tutelar.

“Durante todo o tempo que estou no Conselho Tutelar nunca havia visto tanto descaso com as nossas crianças. Encontramos crianças dormindo no chão, consumindo alimentos vencidos, bem como total falta de estrutura para moradia e recreação”, conta o conselheiro Valdecir Paiva.

Segundo os conselheiros, o risco de acidente no abrigo é permanente. Um vídeo gravado durante a visita dos conselheiros tutelares mostra que os mais vulneráveis são os bebês. Uma das imagens mostra uma tomada de energia elétrica à mostra no mesmo nível da cama ondem eles dormem.

O abrigo, que deveria funcionar como lar provisório, fica no Bairro Amadeu Furtado e tem capacidade para 11 moradores, mas abriga 21. São meninos e meninas que já têm histórico de maus-tratos na família e permanecem na unidade por tempo indeterminado, até que a Justiça libere para adoção ou para o retorno familiar.

Além dos problemas estruturais, os conselheiros apontam outra irregularidade. O abrigo deveria ser exclusivamente feminino, mas também abriga dois meninos. “Como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), vamos representar essas crianças e adolescentes para que as providências cabíveis sejam tomadas”, diz o conselheiro Rondinelle Mendes.

Responsável pelo abrigo, a Prefeitura de Fortaleza não reconhece os problemas. "Os meninos que estão no abrigo, um tem dois anos e é filho de uma adolescente. O outro, de 10 anos, é irmão de outra. Não podemos quebrar o vínculo familiar, o procedimento é completamente legal", afirma Renato Borges, coordenador executivo da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social.

Ele também minimiza a falta de estrutura. “Faltam camas para quatro colchões e já estamos providenciando as camas desses acolhimentos, porém nenhuma criança ou adolescente está deixando de ter toda a assistência que é devida”, afirma.


Reproduzido por: Lucas H.

Vasco e Júnior São Homenageados em Premiação na Capital (Reprodução)

19 de junho de 2017

O casal Vasco e Júnior será homenageado em uma premiação que acontecerá em São Paulo amanhã (16) a partir das 19 horas na Academia Paulista de Letras. O mérito é pelo trabalho com questões do universo LGBT com o livro “Dois Pais, Sim!”. Essa é a 17ª Edição do Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, na categoria Especial.

O evento é organizado pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT SP), ONG responsável pela maior Parada do Orgulho LGBT do mundo. A premiação ao casal catanduvense também é por ações feitas que promovem a reflexão sobre a importância do combate à LGBTfobia.

No livro, Vasco e Júnior falam sobre a filha Theodora, primeira adoção com dupla paternidade do Brasil que foi registrada em setembro de 2006. A publicação também traz a discussão da adoção por casais homoafetivos, além da adoção por famílias e casais heteronormativos, abrindo assim a formação de diversos tipos de famílias.

O livro veio para estimular a discussão e comemorar dez anos da conquista do universo LGBT. Onze anos após a adoção de Theodora, o casal tem outra filha Helena, que chegou a família quando tinha um ano. Helena é irmão biológica de Theodora. Neste ano Vasco e Júnior estão com a guarda do terceiro filho, Moisés.

“Queremos dedicar este Prêmio a nossa família, Moisés Diego, Theodora Carvalho Gama e Helena D’Alva Carvalho da Gama e todos os LGBTs de Catanduva que fazem militância junto com a gente”, disse Vasco pelas redes sociais.

“Não vou arriscar escrever o nome de todos e falhar com alguém. Mas este prêmio é de todos vocês que acreditam em nós, nos apoiam e participam em nossos eventos e atividades do Grupo REVEJA. E tantos outros que também não são LGBT, mas são C, P, S e A. (Companheiros, Parceiros, Simpatizantes e Amigos). E a muitas pessoas que são exemplos para nós, que seguimos e pedimos muitas orientações em nossa luta. E agradecer a APOGLBT SP pela indicação. E todos que votaram em nós. Obrigado!”, complementou.

A associação aponta que conquistas como a do casal com a adoção dos filhos e a publicação do livro são assuntos de interesse da comunidade LGBT e afeta também milhares de LGBT’s que, diariamente são vítimas de violência e discriminação por sua identidade de gênero e/ou orientação sexual. “O livro vem justamente estimular esta discussão e comemorar dez anos desta conquista no universo LGBT, sendo assim merecedores do prêmio”, finaliza a APOGLBT SP.
Cíntia Souza

Da reportagem local

Original disponível em: https://oregional.com.br/cidades/vasco-e-junior-sao-homenageados-em-premiacao-na-capital/

Reproduzido por: Lucas H.

Encontro debateu o direito de ter família (Reprodução)

19/06/2017

As desembargadoras Gleide Moura e Rosileide Maria Cunha, juntamente com o juiz João Augusto Figueiredo, da 1ª Vara da Infância e Juventude de Belém, participam, em Fortaleza, no Ceará, do XXII Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Enapa), que propõe um amplo debate, e também o fortalecimento das ações em benefício da adoção. Técnicas integrantes da Coordenadoria Estadual da Infância e juventude (CEIJ), da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (CEJAI) e da própria Vara da Infância e Juventude de Belém também participam do evento. O Encontro iniciou no último dia 15 de junho e encerra neste sábado, 17.
 
Promovido pela Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad) e realizado pela ONG Acalanto Fortaleza, o XXII ENAPA 2017 uniu cerca de 600 participantes, entre profissionais da Justiça, Saúde, Educação, grupos nacionais de apoio à adoção, conselhos tutelares, estudantes de psicologia, serviço social, direito, pedagogia entre outros, poder legislativo e sociedade em geral interessada em debater e fortalecer as ações em beneficio da adoção.  Nesta edição, os organizadores reforçaram no tema do encontro, "Família: direito de todos, sonho de muitos", abordado na abertura dos trabalhos, a necessidade de garantia às crianças e adolescentes do direito fundamental de viver em família.
 
Dentre o temas abordados no encontro em palestras e mesas de debate estão “A importância do pré-adoção: desenvolvimento do papel pai/mãe ou parentalidade”; “Programa de Acolhimento Familiar”; “Adoção internacional: mitos e verdades”; “Soluções jurídicas para diminuir o tempo de acolhimento nas instituições”; "As possibilidades das adoções necessárias"; “Projetos com crianças em acolhimento”; “O tempo de institucionalização: aspectos sociais, jurídicos e psicológicos”; “Como estruturar a busca ativa no âmbito judiciário”; e “As dores da Adoção”.
 
O Enapa reúne todos os anos, desde 1996, representantes de toda a rede de proteção da criança e adolescente do Brasil para discutir sobre a adoção e a institucionalização. 


Reproduzido por: Lucas H.

Bill 89: uma lei polêmica que fecha o cerco contra maus-tratos infantil (Reprodução)



Reproduzido por: Lucas H.

Adoção tardia requer paciência e dedicação (Reprodução)

19 de Junho de 2017


                                  
Hoje, no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), coordenado pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), existem 7.605 crianças cadastradas, sendo que 4.839 têm idade entre sete e 16 anos e 60,29% possuem irmãos. Em contrapartida, dos 39.924 pretendentes cadastrados, apenas 4.208 aceitam crianças com idade entre sete e 16 anos e 33,16% aceitam adotar irmãos.

O percentual de pretendentes que aceitam crianças com doenças (HIV, deficiência física ou deficiência mental) é ainda menor: 5.065, que representa 12,69%. É fato que diante das campanhas esse número vem aumentando, entretanto, está longe do ideal para atender a demanda nacional.
O principal receio dos pretendentes, segundo a superintendente do Lar da Criança, Marimar Michels, que também é psicóloga e assistente social, está relacionado à história pregressa das crianças, o medo do passado das vivências que já acompanharam o menor. Parece que é mais fácil amar um bebê do que uma criança maior.

Michels é uma guerreira da adoção tardia. Busca contribuir para dar mais celeridade e segurança aos pais adotivos. “Precisamos compreender que a adoção tardia tem sim seus desafios particulares. Um processo longo e delicado, mas é importante perceber que dela pode sair uma relação de amor tão profunda, se não mais, quanto em qualquer circunstância. Adotar uma criança mais velha requer muita paciência e dedicação, mas o resultado pode ser fantástico”, reforça.

Original disponível em: http://www.folhamax.com.br/cidades/adocao-tardia-requer-paciencia-e-dedicacao/128516

Reproduzido por: Lucas H.

Interessados em participar do programa 'Família Acolhedora' podem participar de reunião em Córrego Fundo (

19/06/2017

A Secretaria Municipal de Políticas Sociais e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Córrego Fundo realizará nesta terça-feira (20) uma reunião para a implementação do programa Família Acolhedora no município. Os interessados em fazer parte do programa devem se inscrever para passar por capacitação.

De acordo com o secretário municipal de Políticas Sociais, Juarez Geraldo da Cunha, atualmente quatro crianças ou adolescentes com idades entre oito e 15 anos não estão com as famílias de origem no município. Córrego Fundo nãotem abrigo e eles estão sob a guarda temporária de parentes estendidos, ou seja, padrinho, madrinha, etc.

Há também uma criança que está institucionalizada. Como ela tem familiares em outra cidade, a criança está em um abrigo em outro município. “São crianças e adolescentes que estavam em situação vulnerável, seja por negligência familiar, ou pelos pais serem usuários de drogas, pais que se agridem na frente dos filhos, etc.”, explicou o secretário.

As famílias interessadas em participar do programa, que tem como finalidade atuar como um serviço social de acolhimento à criança e adolescente em situação vulnerável, não podem ser cadastradas no processo de adoção. “Essas crianças e adolescentes ficam com estas famílias por tempo determinado que pode chegar a no máximo dois anos. Enquanto isso, as famílias de origem recebem acompanhamento para que estas crianças e adolescentes voltem ao convívio familiar”, ressalta.
Para a implementação do programa na cidade, os servidores da Secretaria de Políticas Sociais de Córrego Fundo estiveram em Lagoa da Prata para uma visita técnica e para buscar esclarecimentos e informações sobre o Família Acolhedora, que é desenvolvido na cidade há oito anos. “Eles têm uma grande experiência e nos ajudou para a implantação em nosso município”, afirma Juarez.

Família Acolhedora

O programa “Família Acolhedora” foi implantado em Córrego Fundo através da Lei nº 560/2014, mas não teve execução. O projeto foi retomado no início de 2017 e visa atender crianças e adolescentes do município que tenham direitos ameaçados ou violados e que necessitem de proteção, com determinação judicial. O objetivo é substituir os abrigos municipais oferecendo melhores condições para os acolhidos, em lares provisórios, cadastrados e assistidos. 

Segundo a lei sancionada no município, as famílias que acolherem estas crianças e adolescentes, independentemente da condição econômica, têm a garantia de subsídio, por criança ou adolescente em acolhimento, proporcional ao período de permanência e número de acolhidos. O valor é baseado no salário mínimo vigente. Também terá de assumir todos os direitos e responsabilidades legais, obrigando-se à assistência material, moral e educacional à criança e adolescente, dentre outros.

Para ser uma Família Acolhedora não precisa necessariamente ser um casal. Segundo Juarez Cunha, o candidato tem que ter no mínimo 21 anos, sem restrição quanto ao sexo e ao estado civil. “A Família Acolhedora pode ser mãe e filha (o), pessoas solteiras, etc. Elas precisam é contribuir na superação da situação vivida pelas crianças e adolescentes, com o menor grau de sofrimento e perda, preparando-os para a reintegração familiar”, finalizou.


Reproduzido por: Lucas H.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O relato de uma família que adotou uma criança com microcefalia (Reprodução)

19 jun 2017

São Paulo – Para 66% das pessoas que estão na lista de espera para adotar uma criança no Brasil, ter um filho adotivo com doença ou deficiência está fora de cogitação.

A dona de casa Karen Isler, de 29 anos, faz parte do grupo que não responde a essa estatística.

Em 2010, ela e o marido, Alessandro Isler, que já tinham uma menina de quatro anos, decidiram adotar um bebê de quatro meses com microcefalia, que fora abandonado ainda recém-nascido dentro de uma caixa de sapato em uma rua no Rio de Janeiro (RJ) e, posteriormente, rejeitado pela primeira família adotiva assim que a deficiência foi diagnosticada.

“Assim que me mostraram a primeira foto dele, eu senti como se eu estivesse grávida e acabasse de descobrir que eu teria um filho com necessidades especiais. A partir daquele momento não consegui fingir que ele não existia, ele já era meu”, afirma Karen em relato a EXAME.com.

De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA),  para cada menor de idade disponível para adoção, há quase oito famílias pretendentes. Mesmo assim, essa fila está longe de ser zerada por que, na maioria dos casos, o perfil de criança não se encaixa naquele desejado por quem pretende adotar um filho.


No início, por medo, o meu marido foi contra. Nosso primeiro contato com o Moisés foi por meio de fotos. Nas duas imagens que recebemos ele estava sorrindo, e foi com aquele sorriso que ele encorajou o meu marido. Foi um momento muito especial. Nós choramos muito e o Alessandro me disse em seguida: ‘Ele é o nosso filho e nós vamos buscá-lo’.

O casal que estava com o Moisés morava na cidade do Rio de Janeiro e nós, em Rio Claro, no interior de São Paulo. Menos de uma semana depois, nós fomos buscá-lo. Saímos de Rio Claro na madrugada de 16 de novembro de 2010 e percorremos mais de 550 quilômetros até o Rio.

Quando chegamos na sala da assistente social, o Moisés estava no colo dela. Nos aproximamos e ele começou a pular e sorrir muito, foi uma mistura de alegria com um toque de ‘será que nós vamos dar conta?’ — foi mágico.

Saímos daquela sala já com a guarda dele.

Nas oito horas de viagem até a nossa casa, nós tivemos que parar o carro várias vezes. Ele chorava desesperadamente e eu não sabia o que fazer. Ele ainda não nos reconhecia como pais e passou mais ou menos dez dias chorando até se adaptar. Foi um processo de adaptação bem estressante para ele e para todos nós.

Desde o início, a relação dele com a nossa outra filha, a Kariely, que estava para completar seus três anos de idade, foi muito boa. Além de ficar encantada com o irmãozinho, ela não o via como deficiente e ajudava nos cuidados dele. Moisés era super esperto e se desenvolveu praticamente como um bebê normal. Até o primeiro ano de vida.

Quando ele fez um ano, começaram as crises convulsivas. Eram mais de 50 por dia. Mesmo tratando com anticonvulsivos, o desenvolvimento dele estacionou ali. Hoje, com quase 7 anos, ele tem a idade mental de uma criança de um ano.

Há seis meses, descobrimos uma dieta alimentar que pode ajudar no tratamento da epilepsia e, fisicamente, o Moisés já apresentou algumas melhoras. A nossa despesa especial com o Moisés inclui 200 fraldas geriátricas, plano de saúde e duas latas de um suplemento especial que, juntas, custam 600 reais.

Ele é uma criança cheia de vida e potencial, e vai se desenvolver.

Depois do Moisés eu ainda tive mais dois filhos: Josué, que tem hoje dois anos, e o Izaac, de dez meses.

Foi ele [Moisés] que ensinou o Josué a falar sua primeira palavra: gol. E foi Josué que ensinou Moisés a chutar uma bola. Eles vão crescer, e tenho certeza que sempre vão se apoiar uns nos outros, especialmente no Moisés.

Eu e o Alessandro estudamos muito para ajudar a descobrir novos tratamentos para o nosso filho, e incluímos em nossa rotina um programa de de estímulos para praticarmos com ele. Estou cheia de esperanças.


Karen Isler, dona de casa e mãe de uma criança adotiva portadora de microcefalia


Reproduzido por: Lucas H.

Leandra Leal fala sobre adoção de filha e experiência de se tornar mãe (Reprodução)

                              

A atriz Leandra Leal foi uma das convidadas do “Altas Horas”, exibido na madrugada de sábado, 17 de junho, e falou sobre a adoção de sua filha, Julia, de dois anos, após conseguir a guarda definitiva da criança em dezembro do ano passado.

“Ela chegou para mim com 1 ano e sete meses. Sabe quando você é adolescente e se apaixona pela primeira vez e fala: agora eu entendi o mundo inteiro? Mas quando você é mãe aí você fala: ‘Ah, agora que eu entendi!’”, explicou.

Muito discreta, Leandra falou pela primeira vez sobre a adoção em entrevista para o o programa “Espelho”, apresentado por Lázaro Ramos. “Foi muito louco me tornar mãe, acho que só falaria isso em um programa com você (Lázaro Ramos). Nunca engravidei, nunca tive filho, mas tive a minha filha da forma mais linda do mundo. Ela me adotou como mãe e isso é muito transformador, puro, louco. Você quer cuidar, quer proteger e ao mesmo tempo quer que essa pessoa cresça e seja livre, linda. A forma como eu me tornei mãe, para mim, foi mágica. Foi um encontro de alma, foi um amor escolhido. Sentir esse amor dá muita força”, contou.

Ainda na entrevista feita em abril, Lázaro questionou se ela e o marido, Alê Yousseff, têm receio de criar uma criança negra no Brasil. “Eu me considero uma pessoa consciente e nunca fui indiferente ao racismo, mas agora, mãe da Julia é muito diferente. Antigamente quando me diziam que eu não entendia isso, porque não passava por isso, eu dizia que entendia. Mas não, não entendia. Eu tenho muita preocupação com o lugar que ela vai ser criada, com o país que ela vai enfrentar. Mas também comecei a questionar os meus valores, os meus amigos. Eu comecei a ver que a Zona Sul do Rio é predominantemente branca, eu não via muito, e comecei a me incomodar. Ver sobre referência para elas. Vi nos primeiros dias com negócio de Xampu. Não existe shampoo para crianças com cabelo crespo com menos de dois anos. É uma loucura”, observou.

Original disponível em: http://hypenews.net/leandra-leal-fala-sobre-adocao-de-filha-e-experiencia-de-se-tornar-mae/

Reproduzido por: Lucas H.

Filhos do crack: um problema difícil, mas que deve ser enfrentado (Reprodução)

18 de junho de 2017

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Jovens destacam dificuldades para se manter após deixar abrigo (Reprodução)

18/06/2017

Depois de passar a infância e a adolescência em casas de acolhimento, jovens da região ainda têm dificuldade durante o processo obrigatório de deixar o ‘lar’ após completarem 18 anos. O problema é reflexo da falta de ações efetivas destinadas ao desenvolvimento da autonomia financeira e da independência dos abrigados. Uma das alternativas defendidas por especialistas é a instalação de repúblicas destinadas à permanência destas pessoas até que consigam se manter sozinhas.

O desempregado Walter de Camargo, 30 anos, viveu na pele essa dificuldade. O morador de São Bernardo revela que se sentiu perdido quando se viu obrigado a deixar a Fundação Criança da cidade, espaço onde viveu por cerca de seis anos. “Eu não tinha para onde ir. Morei quase um ano na rua e só consegui um lar porque, na época, um amigo me falou da república jovem de São Bernardo, que acolhia jovens que saíam dos abrigos. Mas infelizmente o espaço não existe mais”, lembra ele, que passou noites na casa de conhecidos e também em albergues da cidade. Walter chegou à instituição aos 12 anos, após sofrimento devido aos maus-tratos por parte da família adotiva, que o recebeu aos 2 anos.

Luciana da Conceição, 25, também sofreu para conseguir se estruturar após ter de deixar o abrigo onde viveu dos 6 aos 19 anos, em Mauá. O plano da jovem, recolhida à instituição municipal após fugir das agressões do padrasto, era alugar uma casa para morar com a mãe. No entanto, um câncer no fígado vitimou fatalmente a mãe e obrigou Luciana a traçar novo horizonte. “Eu aluguei uma casa e fui morar sozinha. No início foi muito difícil”, revela ela, que atua como monitora no abrigo onde passou a infância e adolescência.

A assistente social Camila Jofre, que atua com crianças e jovens em situação de abrigo, explica que é feito trabalho de inclusão em cursos profissionalizantes e de busca pelo primeiro emprego a partir dos 16 anos. A ideia é que esse processo ajude na busca pela autonomia após os 18 anos, tendo em vista que em média 40% dos abrigados não são adotados e permanecem na instituição até alcançar a maioridade. “O desligamento desses jovens é muito complexo. É uma responsabilidade muito grande para eles, que não vão ter ninguém lá fora para auxiliá-los.”

Entre as sete cidades, cerca de 280 crianças e adolescentes vivem em abrigos municipais atualmente, sendo 116 em seis espaços localizados em Santo André, sete na única instituição de São Caetano, em média 70 menores em três equipamentos de Diadema, 30 em duas casas de Mauá, 30 em duas unidades de Ribeirão Pires e 26 crianças abrigadas em Rio Grande da Serra. São Bernardo não informou os números. Pouco mais de 10% do total de abrigados entre as sete cidades – cerca de 30 menores – estão aptos à adoção. Isso porque os pequenos só podem ser adotados após a destituição do poder familiar (quando há desvínculo da família de origem) – Lei 12.010/2009 – e, geralmente, os processos do tipo demoram de um até três anos na Justiça.

Especialista defende retorno de república no Grande ABC

A existência de repúblicas destinadas ao acolhimento de jovens que completaram 18 anos e foram obrigados a deixar os abrigos, mas ainda não conquistaram autonomia, é vista como solução para especialistas. O coordenador da comissão da criança e do adolescente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), Ariel de Castro Alves, lembra que a única experiência que existiu na região foi observada em São Bernardo entre 2011 e 2013.

“Esses jovens precisam de apoio do poder público para conquistar a sua independência e autonomia. Quando não existe república jovem no município, o que ocorre na prática é o abandono do adolescente”, considera Alves.

A Prefeitura de São Bernardo destacou que o fechamento da república foi em consequência da demanda “mínima” de jovens. Conforme a administração, a Fundação Criança acompanha aqueles que deixam os abrigos e “todos os jovens iniciam a vida profissional por projetos sociais, recebendo um salário mínimo”.


Reproduzido por: Lucas H.

Professor carioca vem a Cuiabá e realiza duas adoções tardias com ajuda de juizado (Reprodução)

18 Jun 2017

Desde que entraram no Lar da Criança, que fica no bairro Bandeirantes em Cuiabá, os menores Sidiwald Crystofher Rodrigues Santos de 11 anos e José Roberto Nunes de 10 anos já sabiam que o tempo é o principal inimigo da adoção. Quanto mais a criança cresce menor é a chance dela ser adotada.

Quem acaba de ingressar no seleto número de pais que decidiram e conseguiram adotar crianças mais velhas é o professor de português Thiago Carneiro de Almeida, de 35 anos. O professor, que mora no Rio de Janeiro, adotou Sidiwald e José Roberto após um cuidadoso processo de integração com as crianças. As informações são da assessoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção, existem atualmente cerca de 5,7 mil crianças e adolescentes aptos a serem adotados. Do outro lado, 33,5 mil famílias querem adotar. A disparidade no número e no tamanho da fila de adoção tem um motivo: A maioria dos pais não quer crianças mais velhas. O CNA calcula que apenas 1% dos cadastrados dizem aceitar crianças acima de 8 anos.

A adoção, no entanto, não é um processo simples. E passa por uma série de questões que vão de determinantes burocráticos a problemas sociais e psicológicos das crianças. Thiago, por exemplo, enfrentou um duro período de aproximação. O pequeno "Sid", como Thiago chama seu filho, reagiu de maneira bastante negativa nos primeiros contatos.

"Me lembrei de uma frase que ouvi no curso: a criança certa vai vir para família certa. Foi um período de muita luta, muita paciência. Sid não me tocava, me empurrava, era muito frio [...], mas quem tinha que amar era eu e não o Sid. Eu escolhi adotar. Todas as vezes que ele dizia não, repetia: eu sou seu pai, eu te amo. Você é meu, entre vários, eu te escolhi”, contou ele.

Thiago Almeida optou por adotar crianças com doenças e não fez preferência por bebês. O que facilitou todo trâmite processual e aumentou o número de possibilidades. No entanto, após receber uma ligação, num domingo, da juíza Gleide Bispo Santos, decidiu vencer o medo de andar de avião e vir até Cuiabá conhecer Sidiwald para o período de aproximação com o menor. Ficou hospedado no Lar da Criança, acompanhou toda rotina da instituição e conheceu José Roberto.

A boa dose de paciência foi rompendo o medo da rejeição do menor, cortou o laço afetivo com o Lar da Criança, e já no final de fevereiro conquistou a verdadeira relação entre pai e filho. Aí perguntou ao Sidiwald: você gostaria de ter um irmão? Ele respondeu: sim, o José Roberto. "Então vou lutar pelo José", respondeu o pai adotivo. Hoje, ele considera que a família está completa "Sidiwald é o filho desejado e amado, o primogênito. José Roberto, o sonhado", afirma.

Emocionada a juíza da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos, comemorou a concretização da adoção dos dois meninos, que agora partirão para o Rio de Janeiro. Uma audiência foi realizada no Lar da Criança, que tem 17 acolhidos, a maioria com mais de 12 anos de idade.

"Estamos fechando o Lar, lá já chegamos a ter 200 crianças, mas estamos mudando para as Casas Lares com até 10 crianças somente. Hoje até chorei. Conseguimos concretizar a adoção do Sidiwald e do Luiz Felipe, que tem um grau de autismo leve, a guarda provisória de José Roberto [seis meses]. É um dia muito feliz", comemorou a magistrada.

Original disponível em: http://www.olhardireto.com.br/juridico/noticias/exibir.asp?id=36062&noticia=professor-de-portugues-vem-a-cuiaba-e-realiza-duas-adocoes-tardias-com-ajuda-de-juizado

Reproduzido por: Lucas H.

Matéria que cria a Semana da Adoção de Crianças e Adolescentes sai de pauta (Reprodução)

17.06.2017


Foi retirado de pauta, durante reunião ordinária na Câmara Municipal de Uberaba (CMU), o Projeto de Lei (PL) 50/17, que institui na cidade a Semana Municipal da Adoção de Crianças e Adolescentes. De acordo a proposta, que provavelmente deverá ser analisada ainda este mês, a Semana Municipal da Adoção será realizada, anualmente, nos sete dias que antecedem 25 de maio. De acordo com a justificativa do PL, a instituição da Semana Municipal da Adoção estabelece um período dedicado à questão. O objetivo é levar às pessoas esclarecimentos acerca de todo o processo humano envolvido na adoção.

A retirada da matéria de pauta se deu a pedido da autoria da iniciativa, Denise Max (PR). Ela alegou que pretende levar ao plenário do Legislativo voluntários e técnicos que atuam com serviços de adoção na cidade. Na oportunidade, eles poderão destacar a importância de se estabelecer um período do ano para discutir e divulgar as ações que venham estimular a prática da adoção.

Durante a semana serão esclarecidas, a todos interessados, as etapas legais que os futuros pais devem percorrer para adotar uma criança ou adolescente. Nesse sentido, cabe lembrar que a adoção não é a última maneira de se ter filhos, mas, sim, outra forma de ser pais. Essas questões devem ser refletidas e comemoradas na Semana Municipal da Adoção. O PL tem autoria ainda dos vereadores Alan Carlos (PEN) e Ismar Marão (PSD).

Denise ressalta que durante esse período serão realizadas atividades envolvendo o tema adoção, entre elas a Corrida da Adoção. “A data é sempre um motivo de reflexão, debate e união de todos aqueles que vivenciam e militam em prol da adoção em nossa cidade”, disse Denise. A matéria deve estar de volta na pauta da reunião da terça-feira (20) para apreciação dos vereadores.


Reproduzido por: Lucas H.

Recém-nascido é abandonado dentro de sacola e encontrado por crianças na Paraíba (Reprodução)

16/06/2017
Fonte: Da Redação
Uma história de abandono marcou o feriado de Corpus Christi na cidade de Monteiro, Cariri paraibano.

Um bebê, com poucas horas de nascido, foi deixado num local com todas as possibilidades para que não sobrevivesse.

Era por volta das 11h30 da manhã dessa quinta-feira, 15 quando o recém-nascido foi encontrado em condições precárias.

Ele estava nu, próximo a um esgoto e sobre uma calçada. Uma sacola o protegia da vista das pessoas. Blocos de tijolos ameaçavam cair sobre o bebê.

Duas crianças que brincavam no local, conhecido como rua do Bujão, viram a sacola se mexendo e, pensando ser um gato, pediram à mãe deles para pegar o suposto animal.

Ao chegar no local, a mulher constatou que se tratava de um recém-nascido e acionou o Samu e a polícia.

O bebê recebeu os primeiros socorros e foi levado para o Hospital Regional Santa Filomena, onde recebeu o nome de Davi, que significa O Amado, na linguagem bíblica.

De acordo com a delegada que acompanha o caso, Laura Priscila, no momento em que foi salvo, o menino ainda estava com o cordão umbilical.

A Polícia Civil trabalha com uma linha de investigação de que a mãe biológica do bebê teria escondido a gravidez e que o parto tenha ocorrido em domicílio, já que nenhum registro foi confirmado nos hospitais, postos e centros de saúde da região e de cidades vizinhas em Pernambuco.
Um alerta foi dado para que, se alguma mulher procurasse os estabelecimentos de saúde buscando atendimento pós-parto, o fato fosse comunicado imediatamente à polícia.

– Quando ele foi levado para o hospital, os médicos constataram que ele tinha acabado de nascer e que se tivesse passado mais tempo, o menino teria sofrido de hipotermia. Estamos analisando todas as câmeras das proximidades e buscando informações com populares. Através disso, já estamos chegando a uma linha de investigação e provavelmente tenha sido uma mãe que, por alguma razão, tenha escondido a gravidez. A mulher vai ser responsabilizada criminalmente por abandono de incapaz e, dependendo das intenções dela, por tentativa de infanticídio – relatou a delegada.

Os funcionários do hospital ficaram sensibilizados com a situação do bebê e realizaram uma campanha nas redes socais para angariar roupas, fraldas e material de higiene.

O Conselho Tutelar foi acionado, e Davi será levado para um orfanato, ficando à disposição do Poder Judiciário.

*Informações da Rádio Campina FM.



Reproduzido por: Lucas H.

Evento debate soluções para processo de adoção (Reprodução)

16 de junho 2017

Mobilizar a sociedade e fomentar a discussão em torno de crianças e adolescentes institucionalizados é o objetivo do XXII Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Enapa), que deu início ontem e segue até amanhã, na Assembleia Legislativa do Ceará. Esta é a primeira vez que Fortaleza sedia o Enapa, promovido pela Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad) e Acalanto Fortaleza. O evento reúne nomes de referência nacional para falar sobre adoção.

Pela manhã, no 3º Workshop da Angaad, a presidente da associação e psicóloga, Suzana Schettini, contou que o evento é importante para atualização em torno dos progressos e novidades que envolvem a adoção. “Cabe a nós, grupos de apoio à adoção, trabalharmos para viabilizar essas adoções, preparando pretendentes, preparando sociedade, cobrando celeridade dos tribunais, das varas de infância, para que os processos andem cada vez mais rápido para as crianças irem para suas famílias”, disse.



A abertura oficial ocorreu, às 17 horas, com a palestra do juiz de Direito do Mato Grosso do Sul (MS), Fernando Moreira, que tratou do tema central da 22ª edição do Enapa: “Família: Direito de Todos”. “Para nós do Ceará, é um privilégio e uma maneira ostensiva de estreitar os laços entre as instituições que trabalham com a política de adoção e o Judiciário. A gente tem, também, a oportunidade de trocar experiências exitosas no processo de desafogamento da fila de crianças que estão em processo de adoção”, destacou o vice-presidente da Acalanto Fortaleza, Lucineudo Machado.

De acordo com o Cadastro Nacional da Adoção (CNA), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), existem, atualmente, no Brasil, 7.610 crianças e adolescentes para adoção e 39.921 pretendentes. É pelo número não bater, uma das principais motivações de fortalecer uma nova cultura de adoção no Brasil. Além da questão da demora do processo, existe ainda a problematização de crianças fora do perfil desejado pelos pretendentes. “A grande maioria dos pretendentes que temos, hoje, 37 mil, desejam crianças menores, mas não posso culpabilizá-los. Quando a maioria desses pretendentes não tem filhos, então é muito natural eles desejarem, no primeiro momento, crianças menores, que seria a continuação do projeto familiar”, afirmou Suzana.

Ainda segundo a presidente da Angaad, quando os casais que pretendem adotar começam a frequentar grupos de apoio, eles amadurecem o sonho de tornar-se pais, admitindo e assimilando novas possibilidades. “Então, temos visto que os grupos de apoio a adoção têm intensificado seu trabalho e pessoas se abrindo a adoção de pessoas maiores. Mas, por outro lado, temos o processo judicial que, muitas vezes, não anda. Em algumas comarcas não há equipes técnicas necessárias, são deficitárias, faltam psicólogos, assistentes sociais que assinam os laudos e os estudos técnicos necessários para definir a situação da criança, e elas acabam ficando muito tempo nas instituições. É uma conjuntura de fatores, muito complexo”, afirmou.

Busca ativa

Amanhã (17), Bárbara Toledo, do Grupo Quintal de Ana, irá falar sobre “Como estruturar a busca ativa no âmbito judiciário”. Bárbara destaca a importância em tratar a estrutura da busca ativa, um dos pontos mais fortes do Enapa. “A busca ativa é um mecanismo para divulgar as crianças disponíveis para adoção fora do perfil. São aqueles mais velhos, com irmãos, negros, os deficientes. É uma parceria com juízes e promotores para divulgar esses nomes para grupos de adoção e desenvolver mecanismos de aproximação”, ressaltou.

Também amanhã, o procurador de Justiça do Rio de Janeiro, Sávio Bittencourt, irá ministrar a palestra “O tempo de institucionalização: aspectos judiciais, jurídicos e psicológicos”. Para Sávio, eventos como o Enapa são importantes para fomentar o debate sobre a institucionalização de crianças e ampliar as buscas de soluções para “erradicação desse mal no País”.

O procurador cita o sucesso do projeto desenvolvido no estado do Rio de Janeiro, o “Quero uma Família”. Trata-se de uma ferramenta online, onde os pretendentes habilitados, mediante uma senha, acessam o projeto e podem ver as crianças disponíveis para adoção. “Eles veem a criança carne e osso”, explicou Bittencourt. O projeto dá rosto, voz, oportunidade e expressão às crianças disponíveis e é uma forma de diminuir o tempo dos mais velhos em abrigos.

Afeto

De acordo com Sávio Bittencourt, outro fator que dificulta a celeridade dos processos de adoção é que a Justiça precisa atender ao critério que estabelece que antes de ir para adoção, sempre que possível, deve-se priorizar a reinserção à família de origem. O procurador destacou que “as crianças não podem esperar os pais resolverem seus problemas”.

Para a presidente da Angaad, isso é uma preocupação. “Existe o mito dos laços sanguíneos, em alguns locais se perde muito tempo procurando parentes consanguíneos que nem afinidade tem com a criança que está disponível. Nos eventos, trabalhamos muito essa relação e a importância dos laços afetivos que são esses que configuram a verdadeira filiação”, concluiu Suzana.


Reproduzido por: Lucas H.

Como adotar uma criança – Requisitos, Documentos (Reprodução)

Muitos casais não podem ter filhos e tomam a decisão louvável de adotar uma criança. Ou até mesmo solteiros tomam essa decisão. Mas, se você está interessado em adotar uma criança saiba como fazer isso, quais são os requisitos e documentos necessários para abrir o procedimento de adoção.

Para os interessados na adoção de uma criança, o primeiro procedimento é procurar um Juizado da Infância e Juventude de sua cidade para fazer um cadastro de Pretendentes para Adoção. Procure ligar antes ou se informar que documentos são necessários para levar ao Juizado para abrir o processo de adoção. Ao fazer o cadastro de adoção, o casal ou pessoa solteira menciona o perfil de criança que pretende adotar. No caso é possível escolher o sexo da criança, a faixa etária, tipo físico e as condições de saúde (crianças maiores de 3 anos são consideradas uma adoção tardia). Por isso, é uma etapa que deve ser pensada com calma quanto à escolha da criança que pretendem adotar.

Na sequência os interessados passam por uma entrevista feita por uma psicóloga do juizado que vai conhecer o estilo de vida do casal, ou pessoa solteira que pretende adotar a criança. Além disso, conhecer o estado emocional dessas pessoas que pretendem adotar uma criança. Se for solicitado por esta psicóloga, pode requerer uma visita de uma assistente social na casa do casal ou pessoa que pretende adotar uma criança. O que é avaliado não é só o poder aquisitivo, mas outros requisitos mais complexos. . Depois de todo este processo, o casal ou pessoa pretendente à adoção de criança juiz dará um parecer que será uma habilitação que pode demorar um mês ou mais, dependendo do juizado, que será chamado de um Certificado de Habilitação para adotar com validade de dois anos para todo o território nacional. Caso não se consiga o certificado, não impede que se tente novamente a aprovação para adoção, mas é ideal saber o motivo da não aprovação da adoção, se for possível fazer as mudanças necessárias e começar o processo novamente.

Com o certificado de habilitação para adotar, os interessados na adoção entram em uma fila de adoção do estado em que residem e aguardará um parecer de uma criança com o perfil procurado. Encontrada a criança, você é chamado para conhecê-la e, se preferir já pode levá-la para casa. Se o relacionamento for bem, a pessoa pode receber a guarda provisória que pode se estender por um ano até a guarda definitiva, que acontecerá quando o juiz der uma nova certidão de nascimento para a criança com o sobrenome da família. Ficou interessado procure se informar e passar por todo esse processo.

Original disponível em: https://www.dicasdiarias.com/como-adotar-uma-crianca-requisitos-documentos/

Reproduzido por: Lucas H.

Casal adota menino e realiza sonho em Chapecó (Reprodução)


“Não vou conseguir ser mãe”, pensou Dilce de Marchi quando recebeu os exames que apontavam para sua baixa ovulação e problemas no fluxo de espermatozoides do marido. Aos 34 anos, ela sabia que sua fertilidade diminuíra a partir dos 30 e que após os 35 as chances de engravidar eram irrisórias. A única alternativa seria iniciar um tratamento ao lado do esposo, Antônio Luiz Pitan, para lançar à sorte o desejo do casal. Com angústia, a auxiliar administrativa de olhos verdes e cabelos cor de mel, chorou em sua cama e até tomou os primeiros remédios, mas era consciente da improbabilidade do tratamento vingar.

Era ano de 2007 quando Dilce viu o sonho da maternidade ser frustrado. Mas dez anos depois, ela abre feliz a porta da casa abarrotada de brinquedos no bairro Esplanada e conta sua história enquanto o pequeno Bruno de Marchi Pitan, de 8 anos, joga bolita no chão.

Dilce nunca engravidou, mas isso não a impediu de ser mãe. Tão logo iniciou os tratamentos, parou, e ao lado do marido, disse que pediu aos céus que guiasse seus passos. Na época, a adoção se tornava uma alternativa, mas com pouco conhecimento de caso não foi à Vara da Infância e Juventude no primeiro momento.

“Então eu tive um sonho”, e de pronto Dilce mareja os olhos ao lembrar de algo que carrega como presságio para as coisas que se sucederam. “Nele eu via um berço ao lado da minha cama e uma criança com um sorriso lindo tentava sair dele para vir até mim. Ele me chamava de mãe e eu o chamava de Bruno. Mas acordei e no primeiro momento pensei que poderia dizer respeito à outra pessoa. Quando contei a uma amiga ela disse: ‘Não, Dilce, é o seu filho, ele te chamava de mãe’.”
Poucos meses depois, e sem esquecer do sonho que tivera, Dilce foi apresentada a uma mulher que estava grávida, mas que não queria assumir a maternidade. A ideia era de que quando a criança nascesse, Dilce e o marido assumissem, recebendo a guarda.

O casal consentiu, mas procurou os meios legais para isso.

Em setembro do mesmo ano, ambos foram pela primeira vez à Vara da Infância e Juventude, no Fórum de Chapecó, onde receberam a informação que o processo não poderia seguir dessa forma. “Eu falei o nome da mulher, passei os dados e eles disseram que a iriam acompanhar. Já para o meu caso, pediram que eu levasse alguns documentos e realizasse o cadastro para entrar na fila de interessados em adoção. Na hora de escolher o perfil, eu e meu marido não colocamos nenhum empecilho: nem para idade ou doença. Eu pensava: se eu estivesse grávida e tivesse um filho com doença, eu não iria descartá-lo por isso. Queríamos tanto, que o que viesse iríamos aceitar como um presente”.

Longa espera

Após terem o cadastro aprovado, iniciou a longa espera, tempo em que alguns colocavam abaixo o sonho do casal. “Eu estou há quatros anos na fila e nada”, disse Dilce sobre o que ouviu de uma pessoa.

Mas em um caso breve, um ano e quatro meses, em janeiro de 2009, depois de entrarem no cadastro de interessados, o juiz telefonou ao casal e os chamou ao Fórum: havia um menino, mas a situação era delicada.

Recém-nascido, o pequeno fora abandonado no hospital pela mãe, que fugiu. Ela era usuária de drogas e precisava de atendimento. Sem a possibilidade de que a criança vivesse com a mãe biológica, ela se manteve no hospital, mas os médicos a diagnosticaram com citomegalovírus, o que dava uma sentença para a motoridade do menor nos anos vindouros.

A doença, que pode ter manifestações clínicas diferentes de pessoa para pessoa, pode gerar mal-estar, febre baixa e até doenças graves que comprometem o aparelho digestivo, sistema nervoso central e retina. Além de que o citomegalovírus nunca abandona o organismo da pessoa infectada, permanecendo em estado latente e a qualquer baixa na imunidade do hospedeiro pode reativar a infecção.

Segundo os médicos informaram à família, até os quatro anos de idade a criança teria uma vida comum, mas depois desse período os sintomas da doença poderiam se manifestar severamente.
Mesmo diante disso e da sentença de que a criança precisaria de acompanhamento médico regular, Dilce e Pitan não recuaram.

Presságio

No primeiro momento em que puderam visitar o menino saíram mais do que convictos de que aquele era o filho que aguardavam.

“Quando cheguei no hospital perguntei às enfermeiras se ele já tinha um nome. Porque elas faziam uma brincadeira entre si e davam o nome às crianças enquanto ficavam internadas. Então me disseram que uma enfermeira o tinha chamado de Bruno. Quando me contaram eu comecei a chorar muito, pois no sonho que eu tive esse era o nome da criança. Mais do que nunca tive a certeza de que era um presente de Deus. Depois disso foi tudo muito rápido. Eu não era mãe e de repente eu era. Foi da noite pro dia. Corremos comprar as coisas, arrumamos o quarto e o recebemos. Desde o início foi um amor que eu não sei explicar em palavras”, conta chorando.

A própria doença foi aniquilada com o tempo e um exame em Chapecó atestou que a criança já não teria o problema no decorrer da vida.

Dilce relata cada detalhe da história com uma lembrança de alguém que viveu no ontem todos os fatos. Mas para ela é inesquecível e ver Bruno na sua casa é motivo de gabar-se até das pequenas coisas.

Desde que ele foi morar com a família, não escondeu do menor que era adotado. A forma que encontrou de falar isso foi por meio de uma história recontada todas as noites antes de dormir sobre uma vaca, sem leite, que precisou entregar o seu filhinho para uma outra vaca, que queria muito um bezerrinho e tinha condições de criar. “Um dia Bruno entendeu a história e perguntou pra mim: ‘Mãe, eu sou o filhinho da vaca, né?’ Eu disse que sim. Nossa relação não é diferente por isso. Algumas pessoas dizem que não seriam capazes de amar alguém que não geraram, mas o amor está em nós e é impossível não amar alguém que você convive, que você deseja”.

Grupo auxilia famílias

Após a adoção, Dilce e o marido passaram a participar do Grupo de Estudos e Apoio a Adoção de Chapecó – Criança Feliz, Família Feliz (GEAA Chapecó), onde compartilham sua experiência e auxiliam outros casais e interessados que desejam adotar uma criança.

O grupo existe desde 2004 e foi criado pela necessidade de se debater a adoção, motivado pelos pais adotivos e pelos interessados, segundo explica o presidente da entidade, Andrei Moreira Neves.

As reuniões acontecem sempre na segunda segunda-feira de todo mês, às 19h30, no salão da reitor
ia da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e é aberta ao público.  Hoje, Neves calcula que participam cerca de 20 a 40 pessoas e os debates incluem demandas dos interessados e também na quebra de tabus que envolvem a adoção.

Um dos temas tratados para trabalhar ao que Neves chama de “gestação do coração” é a adoção de adolescentes, de crianças portadoras de necessidades especiais e de raça diferente.

“A adoção tardia é uma coisa que estudamos bastante porque é um perfil de crianças que existe no município [são 14, segundo o setor de Serviço Social e Psicologia do Fórum de Chapecó] e as pessoas precisam entender esse fenômeno para que mudem sua ideia de adotar uma criança bebê e pegar uma criança mais velha. Porque filho é igual da mesma forma”, explica.

Em relação às crianças portadoras de necessidades especiais, Neves identifica que a restrição vem pelo “medo” e “insegurança” dos interessados, por achar que cuidar de uma criança nessa situação seja difícil. Ele reconhece que há fatores diferentes e que a família precisa estar segura da decisão bem como ter uma boa base, mas que com informações é possível fazer uma adoção saudável.

Já no que diz respeito à raça, Neves é otimista e vê um crescimento maior na busca por crianças pardas e negras, normalmente vítimas de preconceito e por isso deixadas aquém. “As pessoas estão perdendo o preconceito, mas alguns ainda têm medo do preconceito social, e isso é muito forte, principalmente quando os pais são brancos e adotam uma criança negra. A própria sociedade não aceita e para alguns interessados isso é uma barreira”.

De acordo com dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), existem no Brasil 39.935 pessoas interessadas em realizar uma adoção. Dessas, 45,16% são indiferentes à raça; 19,28% aceitam apenas crianças brancas; 0,88% apenas negras; 0,1% apenas amarelos; 4,29% apenas pardos; e 0,05% apenas indígenas.

Do total que aceita mais de uma raça, 92,33% dos interessados cadastrados adotariam brancos; 50,44% adotariam negros; 52,8%, amarelos; 78,42%, pardos; e 49,03%, indígenas.

Para Neves, os dados são bons e mostram um fluxo positivo para a quebra do preconceito em colocar na família uma pessoa de raça diferente. Mas o principal problema e que junto do grupo luta para mudar é a efetivação da entrega legal. “Abandono é crime, mas entregar a criança ao Fórum não. A entrega legal é possível. No abandono, às vezes a mãe engravida e deixa no hospital, então é preciso que o poder público intervenha até que seja efetivada a destituição do poder legal, o que leva um tempo. É preciso que sempre pensemos o melhor para as crianças”, sentencia, sabendo que o melhor é que cada uma tenha um destino feliz como o de Bruno, que há oito anos teve a vida transformada por uma adoção.

Original disponível em: http://vozdooeste.com.br/2017/06/15/sonho-da-familia-completa-se-torna-real-apos-adocao/

Reproduzido por: Lucas H.

Enfim, meu filho chegou! Sobre a construção dos vínculos (Reprodução)

É comum, principalmente em adoções tardias, acontecerem birras e testes durante os primeiros meses. Não querer comer, não querer seguir regras, responder mal aos pais e dizer que vai embora pode ser algumas ações que seu filho pode fazer para testar o seu amor . Para superar essa fase é preciso ser firme nas regras e ao mesmo tempo acolher a criança, reafirmando a todo momento o seu lugar na família, o amor, e que ela não será devolvida para o abrigo não importa o que aconteça.

A adoção é algo maravilhoso, mas infelizmente nem todas as histórias de adoção são. Ainda há muitas devoluções de crianças e adolescentes para os abrigos após a adoção, e isso gera mais rupturas, abandonos e traumas na criança em questão.

Para se conseguir um vínculo seguro e consistente com a criança que chegou à nova família, é preciso compreender que os vínculos e o amor são uma construção dia a dia, e é primordial estar disponível para essa construção, aberto para esse momento e preparado para os desafios que estão por vir.

Assim como qualquer criança, o filho adotivo faz birras, manha, é malcriado muitas vezes e faz de tudo para burlar as regras e rotina da família. Principalmente nas adoções tardias essa adaptação pode ser um pouco mais demorada visto que a criança veio de um lugar totalmente diferente, com outros costumes, cultura e é preciso ter paciência.

Muitas vezes a criança não compreende direito sobre o processo de sua adoção, as vezes não entende porque não voltou para a família de origem, porque se separou de seus irmãos, entre outros.
Dependendo da dificuldade desses primeiros meses, é recomendado que se procure ajuda de um psicólogo (a) especializado na área, visto que o mesmo pode orientar os pais e a família nesse momento tão importante que é a adaptação e o início da construção de vínculos. Além disso todo acompanhamento psicológico é valido nesse momento, como uma prevenção e maior qualidade das relações.

Original disponível em: http://adocaoempauta.com.br/enfim-meu-filho-chegou-sobre-a-construcao-dos-vinculos/

Reproduzido por: Lucas H.

Devo procurar um psicólogo quando meu filho adotivo chegar?

Sei que a sua ansiedade é grande esperando seu filho, filha que está talvez em algum lugar neste momento, que não é com você. E com certeza você faz inúmeros planos, tem sonhos e planos para ela (ele). Como qualquer filiação, a adoção é cercada por mitos, preconceitos medos e dúvidas. A adoção é particularmente especial por suas características únicas e há vivências e experiencias que só aqui encontramos! Se você adotou ou vai adotar um BEBÊ, é provável que surjam dúvidas e incertezas sobre o melhor momento de contar para criança sobre suas origens; como contar, o que falar exatamente, até onde ir nessa história. Quando ela crescer, vem o medo dela querer conhecer os progenitores, as vezes medos como roubo ou sequestro de seu filho(a).

Por isso, a resposta para essa pergunta não é PADRÃO! se generalizarmos, todos que passam por essa mudança tão grande na vida como a maternidade e paternidade teriam enormes ganhos se procurassem um psicólogo para terem um espaço de escuta, acolhimento, um espaço para poderem elaborar lutos e perdas envolvidas num processo grande de mudança, auxilio no processo de adaptação entre tantos outros momentos marcantes. Mas nem todos estão preparados para encarar a si mesmo, nem todos estão preparados para cuidar de si. Uma coisa é certa, é fato ! Quem cuida de SI, cuida muito melhor do OUTRO.

Para quem adota uma CRIANÇA MAIS VELHA, que lembre de sua família de origem, com certeza é muito importante fazer esse acompanhamento APÓS A ADOÇÃO! Imagine VOCÊ sendo retirado de sua família ( que pode ser por inúmeros motivos, como negligência, abandono, violência) e de repente sem muita preparação psicológica está em uma outra família, com outros costumes, outras pessoas, outras regras e limites. Como seria PRA VOCÊ?

Pensando pelo lado da criança, são muitas informações para processar . A felicidade vem junto com incertezas, com medos do abandono mais uma vez, medo da devolução, da rejeição. A alegria de ter uma família vem junto com a raiva de ter sido abandonado por aquele que deveria ter sido seu maior porto seguro, vem junto muitas vezes com tristeza e saudades de vínculos anteriores. Então, para crianças mais velhas, SIM! É muito importante que ela possa ser acompanhada por um profissional habilitado principalmente nesse processo de adaptação.

E não raras as vezes que para o ADOTANTE/CASAL essa adaptação também não é complexa, difícil, cheia de desafios.. Birras, testes, o medo da criança não amar, a ansiedade de ser chamado de pai , de mãe, a adaptação pode SIM ser mais tranquila se você fizer um acompanhamento com um psicólogo. Ou seja, IR a um psicólogo não te tornará mais fraco, louco, insano. DEMONSTRARÁ o seu desejo para que essa adoção seja um sucesso, para esses vínculos sejam construídos de forma sólida, com laços fortes.

E é assim que construiremos uma adoção consciente! Com amor, preparação e suporte!

Original disponível em: http://adocaoempauta.com.br/devo-procurar-um-psicologo-quando-meu-filho-adotivo-chegar/
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Reproduzido por: Lucas H.

Encontro debate adoção no Ceará (Reprodução)

15/06/2017

As ideias para que processos de adoção tenham menos obstáculos serão discutidas no XXII Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Enapa), que começa hoje à noite e se estende até sábado na Assembleia Legislativa do Ceará. Serão debatidos soluções para diminuir o tempo que crianças e adolescentes ficam nos abrigos, projetos de acolhimento familiar e o adoção internacional.

A celeridade nos processos jurídicos e as estruturas para que o Cadastro Nacional de Adoção (CNA) seja efetivo no Interior são algumas das necessidades do Ceará, considera Lucineudo Machado, vice-presidente do Grupo de Apoio à Adoção Acalanto Fortaleza. “Nas cidades sem apoio, ou a adoção não acontece ou é feita de forma ilegal”, relata. Ele cita o caso de Juazeiro do Norte, que deve ter, a partir do dia 30, o primeiro curso para formação para famílias interessadas na adoção. A iniciativa é possível graças à parceria institucional entre entidades de apoio e do sistema judiciário.

O encontro que começa hoje reúne famílias adotivas e candidatas à adoção, profissionais de saúde, da educação, do sistema de Justiça e entidades vinculadas à adoção. O tema central é “Família: direito de todos, sonhos de muitos”. Haverá debates e apresentação de iniciativas de êxito realizadas no Brasil.

Serviço

XXII Enapa
Quando: de hoje a sábado, 17
Onde: Assembleia Legislativa
Aberto ao público, com inscrições até a tarde de hoje.
Informações: 98843 4207 www.acalantofortaleza.com.br

Original disponível em: http://mobile.opovo.com.br/jornal/cotidiano/2017/06/encontro-debate-adocao-no-ceara.html

Reproduzido por: Lucas H.

Fortaleza sedia Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção a partir de hoje (Reprodução)

15/06/2017          

Começa nesta quinta-feira (15), a partir das 19h, na Assembleia Legislativa do Ceará, o XXII Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Enapa). Com o tema “Família, Direito de todos, sonho de muitos”, o evento prossegue até o próximo sábado (17).

A abertura contará com a palestra do juiz Manuel Clístenes de Façanha, juiz da 5ª Vara da Infância e da Juventude de Fortaleza. O magistrado representará a desembargadora Maria Vilauba Fausto Lopes, que é coordenadora da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai) e presidente da Coordenadoria da Infância e da Juventude, ambas do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).

A programação consta de palestras como “A importância da Pré-Adoção: Desenvolvimento do Papel Pai/Mãe ou Parentabilidade”; “As possibilidades das Adoções Necessárias”; “Adoção Internacional: Mitos e Verdades”; Soluções Jurídicas para Diminuir o Tempo de Acolhimento nas Instituições”, entre outras.

As inscrições devem ser feitas pelo site: acalantofortaleza.com.br Podem participar do evento qualquer pessoa ou profissional interessado na causa da adoção.

SERVIÇO

XXII Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Enapa)
Data: de 15 a 17 de junho
Local: Assembleia Legislativa do Estado

Original disponível em: http://cearanews7.com/fortaleza-sedia-encontro-nacional-dos-grupos-de-apoio-adocao-partir-de-hoje/

Reproduzido por: Lucas H.